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Como é Feita - Motocicletas

Pré-InspeçãoInspeção VisualMedição de GasesInspeção de Ruído

COMO É FEITA

Há alguns itens importantes que devem ser observados antes de levar a motocicleta a um dos Centros de Inspeção:

  • Tampa do reservatório de arrefecimento rachado ou danificado;
  • Fita isolante ou qualquer outro artifício não original que utilize para evitar a verificação do sistema de admissão;
  • Ciclomotor (Scooter) com câmbio automático (CVT) deve ter o cavalete central e em perfeito funcionamento para realizar a inspeção.
  • Sistema de admissão original faltando componentes ou com conexões irregulares;
  • Sistema de admissão com filtro de ar esportivo com conexões irregulares;
  • Escapamentos reparados com qualquer tipo de massa;
  • Estouros no escape durante a aceleração na inspeção ambiental veicular.

Se for constatada pelo menos uma das irregularidades acima, será REJEITADO e não fará as medições de gases e de ruído.

PRÉ-INSPEÇÃO VISUAL

IMPORTANTE:

As motocicletas flex (gasolina e/ ou álcool), serão inspecionadas com o combustível com o qual estiverem abastecidas.

Verifica-se se a tarjeta da placa do veículo é do município de São Paulo. Caso a plaqueta seja de outro município, deve-se regularizar e re-agendar a inspeção para outro dia. Em seguida verifica-se a compatibilidade de cor, combustível, categoria, marca e modelo do veículo com relação aos dados cadastrados no DETRAN. Se um desses dados estiver em desconformidade, o veículo é REJEITADO.

Na pré-inspeção verifica-se também:

  • Funcionamento irregular do motor;
  • Emissão de fumaça visível, exceto vapor d’água;
  • Vazamentos aparentes de fluidos (gotejamento de óleo, combustível, água, outros fluídos);
  • Alterações, avarias ou estado avançado de deterioração no sistema de escapamento (corrosão excessiva, furos não originais, falta de componentes), que causem vazamentos ou entradas falsas de ar ou aumento do nível de ruído.
    Obs.: Os sistemas de escapamento ou parte destes, não originais, poderão ser admitidos, desde que não prejudiquem os padrões originais de desempenho;
  • Alterações, avarias ou estado avançado de deterioração no sistema de admissão de ar, que causem vazamentos ou entradas falsas de ar ou aumento do nível de ruído.
  • Insuficiência de combustível para a realização da medição de emissão.
  • Ausência de vareta medidora de óleo lubrificante;
  • Falta da tampa de reservatório de combustível e dos reservatórios dos diversos tipos de óleo do veículo, fluido de freio ou de arrefecimento, quando visíveis;
  • Fuga de corrente no sistema de ignição;
  • A existência de qualquer anormalidade que possa apresentar risco de acidentes, ou danos aos instrumentos de medição, ao veículo ou ao inspetor durante a inspeção.

Constatada alguma irregularidade dos itens avaliados acima, o veículo é considerado "REJEITADO", recebe o relatório de inspeção e não realiza as medições de gases e de ruído. Se o veículo for REJEITADO por existência de qualquer anormalidade que possa apresentar risco de acidentes, ou danos aos instrumentos de medição, ao veículo ou ao inspetor durante a inspeção, a inspeção é interrompida e não é checado mais nenhum item de pré e inspeção visual.

Para informações completas sobre o procedimento, consulte a Portaria 009/SVMA 2013

INSPEÇÃO VISUAL

Nesta etapa verifica-se o estado aparente dos itens de controle de emissão, de acordo com cada marca/modelo e ano do veículo.

Os itens avaliados são:

  • Sistema PCV (recirculação de gases do cárter) ausente ou danificado;
  • Fixação, conexões e mangueiras do sistema PCV, irregulares;
  • Sistema EGR (recirculação de gases de escapamento) ausente ou danificado;
  • Fixação, conexões e mangueiras do sistema EGR, irregulares;
  • Presença, tipo de aplicação e fixação do catalisador, irregulares;
  • Presença, fixação e conexão elétrica da sonda lambda, irregulares;
  • Sistema de injeção de ar secundário ausente ou danificado;
  • Fixação da bomba (ou válvula PAIR) e/ou conexões do sistema de injeção de ar secundário, irregulares;
  • Existência de dispositivos de ação indesejável e adulterações do veículo que comprovadamente prejudiquem o controle de emissões;
  • Falta da tampa de reservatório de combustível e dos reservatórios dos diversos tipos de óleo do veículo, fluido de freio ou de arrefecimento, quando visíveis;
  • Lâmpada (LIM) indicando funcionamento irregular do motor;
  • Avarias, ausência ou estado avançado de deterioração de encapsulamentos, barreiras acústicas e outros componentes que influenciam diretamente na emissão de ruído do veículo.

Se a motocicleta não estiver em conformidade com ao menos um dos itens acima, será REPROVADA, mas mesmo assim será encaminhada para a medição de gases.

Observação: A checagem da lâmpada LIM (lâmpada indicadora de mau funcionamento), é o meio visível que informa ao condutor da motocicleta um mau funcionamento no sistema de controle de emissões de poluentes. A checagem na inspeção inicia-se ao girar a chave de ignição, momento que a lâmpada no painel acende e logo após a partida ela se apaga. Se a lâmpada LIM não acender ao girar a chave e continuar apagada, logo após o motor funcionar, a motocicleta é REPROVADA. Se a lâmpada acender em algum momento durante a marcha lenta, o veículo é REPROVADO. Se a lâmpada acender ao girar a chave de ignição e continuar ligada na inspeção, a motocicleta também é REPROVADA.

Para informações completas sobre o procedimento, consulte a Portaria 009/SVMA 2013.

INSPEÇÃO COMPUTADORIZADA

Nossos equipamentos passam por um processo de descontaminação entre uma inspeção e outra dando início à próxima inspeção somente após a limpeza de todo o sistema de medição. Assim, evitamos o risco da inspeção anterior prejudicar os resultados da seguinte. Os analisadores de gases seguem modelos homologados pelo INMETRO e tem a sua calibração verificada a cada seis meses pelo IPEM. Os opacímetros têm a verificação realizada anualmente.

Nesta etapa são medidos os níveis de CO, CO2, HC e o fator de diluição, para em seguida, comparar com os limites que aprovam a motocicleta, estabelecidos na Portaria 009/SVMA 2013.

Antes de realizar a medição da emissão de gases, o inspetor verifica a rotação de marcha lenta. Se o valor encontrado para a marcha lenta estiver fora da faixa especificada (de 700 a 1.400 RPM), a moticleta é REPROVADA, porém mesmo assim é submetida à medição das emissões dos gases.

Se houver dificuldade na captação de rotação da motocicleta, deve-se acelerar 3 vezes e fazer a nova medição da rotação, se mesmo assim não permitir a captação devido a característica do sistema de ignição do motor, pode-se dispensar essa medição durante a inspeção.

A medição de emissões segue as etapas abaixo:

  • A motocicleta deve ficar com as duas rodas apoiadas no chão e com o motor em marcha lenta. No ciclomotor (scooter), deve ficar apoiada no cavalete central acionado;
  • A sonda é posicionada no escapamento por meio de um extensor e coifa ou por um adaptador cônico. Se o tubo de escapamento não apresentar resistência, pode-se utilizar a sonda diretamente para a medição de gases;
  • O equipamento efetua a medição de CO, CO2 e HC em regime de marcha lenta e calcula o fator de diluição dos gases de escapamento da motocicleta. Se o fator de diluição for maior que 2,5 o processo será repetido. Se o valor elevado persistir, a motocicleta é considerada REPROVADA;
  • Se a emissão de HC for superior a 7.000 PPM em qualquer momento da medição, a inspeção é interrompida e a motocicleta também será REPROVADA;
  • Se os valores corrigidos de CO e HC não atenderem aos padrões de emissão estabelecidos, o motor deve ser acelerado rapidamente por três vezes consecutivas, retornar ao regime de marcha lenta e realizar nova medição. Não atendendo aos limites, o veículo é REPROVADO;
  • Os veículos aprovados recebem o certificado de aprovação e o selo é colado no verso do Certificado de Aprovação. Caso o veículo foi selecionado para ser encaminhado ao MNS, o Certificado de Aprovação só será entregue com o selo no verso após a aprovação na medição de ruído;
  • O Certificado de Aprovação deve informar os limites e os valores obtidos nas medições de rotações dos gases poluentes, fator de diluição e ruído;
  • O Relatório de Inspeção deve informar os limites e os valores obtidos nas medições (quando medidos), o(s) item(ns) de rejeição não atendido(s) na pré-inspeção visual ou o(s) item(ns) de reprovação na inspeção visual.

Os veículos aprovados nessa etapa e selecionados para realizar a MNS, seguem para a medição de RUÍDO, última etapa da Inspeção Ambiental Veicular.

Para informações completas sobre o procedimento, consulte a Portaria 009/SVMA 2013.

INSPEÇÃO DE RUÍDO

IMPORTANTE:

Para a inspeção de ruído os veículos são selecionados de duas formas distintas: aleatoriamente via sistema ou designação do inspetor veicular conforme a Portaria 009/SVMA 2013.

A inspeção de ruído é iniciada junto com a pré-inspeção visual, na primeira etapa, logo após a digitação dos dados do veículo, na área de inspeção no piso azul.

O veículo será acelerado por três vezes até a rotação de corte para uma pré análise auditiva que verificará a existência de timbres e níveis de ruído considerados anormais para seu modelo ou versão.

Também são verificadas anormalidades que possam influir na emissão de ruído, como peças não originais ou com características não aplicáveis ao seu modelo ou versão.

Se o veículo for aprovado na Inspeção Visual e na Inspeção computadorizada, mas apresentar alguma anomalia na inspeção de ruído, o mesmo será submetido ao teste com MNS (Medidor de Nível Sonoro).

A inspeção é feita da seguinte forma:

  • O veículo será posicionado na área de ensaio específica, com o motor em sua temperatura normal de trabalho e a alavanca de mudança das marchas na posição neutra e sem o acionamento da embreagem.
  • O motor será mantido em marcha lenta, para a medição do ruído nesta condição (RML – Ruído Marcha Lenta).
  • Em seguida o veículo será acelerado até a rotação máxima definida para o teste, e bruscamente desacelerada para a condição de marcha lenta novamente.

Caso seja constatada alguma anormalidade no funcionamento do motor durante a medição de ruído, o veículo será considerado REJEITADO na Inspeção Ambiental Veicular.

Se os níveis de ruído medidos forem superiores ao limite estabelecido, o veículo será considerado REPROVADO na Inspeção Ambiental Veicular.

Se os níveis de ruído estiverem de acordo com os limites estabelecidos e não for constatada nenhuma anormalidade durante a medição de ruído, o veículo será considerado APROVADO na Inspeção Ambiental Veicular.

Limites máximos de ruídos emitidos por veículos automotores na condição parado.

Os limites abaixo devem ser considerados nos casos de inexistência de tabela especifica para o tipo de veículo nos anexos da Portaria 009. Clique aqui para acessar todas as tabelas.

Os limites aplicáveis são:



IMPORTANTE:

A Controlar não informa o problema mecânico que causou a reprovação de seu veículo.

Atenção aos motoristas:

Veículos REPROVADOS ou REJEITADOS na primeira inspeção têm até 30 dias corridos para realizar os reparos e voltar para uma re-inspeção gratuita, que também deve ser agendada. Em caso de nova reprovação/rejeição, devem recolher nova tarifa.

Veículos aprovados na inspeção visual e computadorizada (emissão de gases) e reprovado na emissão de ruídos deverão realizar todo o processo de Inspeção Ambiental Veicular novamente.

Para informações completas sobre o procedimento, consulte a Portaria 009/SVMA 2013.

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